Centro Universitário Eniac investe na Internacionalização

Com o retorno de Fernando Domingues ao Brasil, após participar da Missão Google 2017, é a vez do Prof. Ruy Guérios, reitor do Centro Universitário Eniac e Pedro Guérios, representante da mantenedora, embarcar para mais uma missão internacional.

Desta vez, os missionários do Centro Universitário Eniac vão à Finlândia e, em seguida, à Dinamarca, acompanhados de outros mantenedores e gestores educacionais brasileiros. De acordo com o Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior -  SEMESP, “a Finlândia figura as primeiras posições do Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (Pisa) e suas políticas públicas para educação são um exemplo a ser seguido. Já a Dinamarca está entre os países que mais investem em educação, de acordo com a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE). ”

Afinal, qual a receita do sistema de Educação de países tão prósperos? Parte desta resposta está: na igual oportunidade para todos, com acesso à educação de qualidade; na radical política pública de valorização da profissão professor e no “pensar fora da caixa”, de maneira empreendedora e inovadora. Estes são fatos conhecidos que explicam o sucesso do sistema educacional destes e de outros países, a exemplo do Chile, onde recentemente estive, também, como missionária do Centro Universitário Eniac.

Apesar disto, matéria recente do Grupo Folha afirma que “o aprendizado tende a ganhar qualidade se deixar de lado modismos e valorizar leitura e matemática”. Mas quem disse que estas disciplinas não são valorizadas pelos sistemas educacionais finlandeses e dinamarqueses? Seus modelos privilegiam o raciocínio lógico e o pensar independente e isso, definitivamente, não é modismo. É habilidade para conviver com o hoje e o amanhã.

Hoje foi dia de boas-vindas, de “mergulhar” na cultura do pais e de trocar ideias com os finlandeses. E O professor Ruy Guérios já nos conta que Marjo Kyllönen, professor finlandês influente em sua região, diz que “o modelo tradicional de ensino foi feito para a era industrial, com todos os trabalhadores fazendo a mesma coisa e se mostrando obedientes. Mas para o amanhã e para o futuro é necessário fazer diferente e desenvolver habilidades individuais e, ao mesmo tempo, demonstrar colaboração, capacidade de inovar, ter coragem para fracassar e encontrar novos modos de fazer as coisas”.

Quando diante de afirmações como esta, sempre me vem à mente que inovar não significa, obrigatoriamente, criar algo inédito, mas, modificar o "antigo" ou o "enraizado", no sentido daqueles que já não nos atendem mais.

Bem, nossos missionários estão com um grande desafio em mãos. Compreender os sistemas educacionais destes países e compartilhar conosco sobre seus modelos de ensino-aprendizagem.

Acompanhem esta missão!

Por: Simone Vianna

Publicado em: 23 de abril de 2017

Categorias: Aprendizagem Ativa, Inovação, Institucional
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