Incubação, Aceleração de Empresas e Transferência de Tecnologia para Impacto Social

No dia 09 de outubro visitamos o Instituto Pedro Nunes. Criado em 1991, o IPN promove inovação por meio da “ligação do meio científico ao tecido empresarial”. Trata-se de instituto privado orientado às necessidades do mercado. Seu modelo de atividade possui três bases fundamentais: a) investigação, desenvolvimento e transferência tecnológica; b) incubação e aceleração de empresas de base tecnológica e c) formação especializada.

Do primeiro associado (sendo ele: a pública Universidade de Coimbra, por sinal, quem cedeu espaço para a instalação do instituto), hoje, o IPN já congrega 41. O associado de maior representatividade continua sendo a Universidade de Coimbra.

Considerado os últimos 22 anos de incubação (1996 – 2017), o IPN traz um leque de 287 empresas apoiadas + 7 de base rural. Algumas delas já tem anos de existência e mais de 75% estão em atividade (e é essa a taxa de sobrevivência das empresas apoiadas pelo IPN).

O volume de negócio acumulado é de 165 milhões de Euros. No entanto, o número do qual o IPN mais se orgulha é o de 2.200 postos de trabalho gerados (aliás, um índice expressivo para uma cidade com 100 mil habitantes como Coimbra).

Atualmente, o Instituto Pedro Nunes possui 6 laboratórios: 1) LAS; 2) LED&MAT; 3) LIS; 4) LEC; 5) LABGEO e 6) FITOLAB. Os Diretores dos Laboratórios são todos renomados professores da Universidade de Coimbra e são eles que, em parte, direcionam (e encorajam, adiciono ...), seus potenciais alunos de mestrado e doutorado para a incubadora. Detalhe importante é saber que o IPN possui modelo de financiamento, semi-sustentável, uma vez considerada a receita advinda dos serviços prestados pelos seus laboratórios e do valor de locação cobrado das empresas que lá estão incubadas e aceleradas. A outra fonte de financiamento vem do poder público europeu que investe fortemente em Ciência e Tecnologia.

Diana Guardado, responsável pelo LAS (Laboratory for Automation and Systems) nos conta que o LAS “não tem a intenção de ser um produtor de artigos científicos. Quer, na verdade, ser produtor de soluções, respondendo à desafios da sociedade”. Fato este que justifica sua concepção de local de inovação aberta. Isso vai ao encontro do que concebemos para o nosso CITIG - Centro de Inovação Tecnológica | Innovation Eniac de Guarulhos, inaugurado recentemente em 2017, mas que tem recebido grandes empresas e escutado seus problemas (ou desafios), para que juntos, empresa e acadêmica, possam entregar soluções que beneficiem nossa gente brasileira.

Por: Simone Vianna

Publicado em: 10 de outubro de 2018

Categorias: Aprendizagem Ativa, Inovação, Institucional
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