É o ensino do século XXI mostrando claros resultados de sucesso!

Não é de hoje que os conteúdos de ensino são extensos e que, por esse motivo, muitas vezes os professores não conseguem ministra-lo da forma e com a qualidade que desejam. Pensando nisso, o Professor Rodnil Silva e sua equipe criaram as oficinas de português, inglês e matemática para os Ensino Médio, Fundamental II e, mais recentemente, 4º e 5º anos do Colégio  ENIAC.

Trata-se da utilização de um método ativo de aprendizagem denominado Sala de Aula Invertida, onde o conteúdo é passado para os alunos através de material digital (vídeos, textos, sites) antes das oficinas. Estes alunos acessam o material, estudam e tentam resolver os exercícios sozinhos ou em grupos, chegando as oficinas apenas para uma reflexão coletiva ou para tirar eventuais dúvidas que surjam neste percurso.

Feliz com esta metodologia, o Prof. Rodnil coloca que a sala de aula invertida não só funciona melhor que os métodos tradicionais de ensino, como também engajam os estudantes, pois estes aprendem de modo divertido e “é isso que o aluno mais deseja”.

Refletindo sobre os métodos de ensino, o Prof. Rodnil compara os estudantes que já participavam das oficinas àqueles que têm acesso ao método pela primeira vez e comenta: “quanto maior o tempo que participam das oficinas, mais facilmente estes alunos tornam-se responsáveis pelo seu próprio aprendizado, aprendendo a aprender!  Além disso, participam do aprendizado dos colegas, pois quando as dúvidas surgem, tentam inicialmente resolver entre eles mesmos e apenas quando não conseguem é que procuram pelo professor (o que nos remete a outro método ativo de aprendizagem conhecido como instrução aos pares). Este resultado mostra claramente o aluno independente, responsável e protagonista de seu próprio aprendizado.

Em relação a preparação das oficinas, o Prof. Rodnil nos conta que, engana-se quem acha que se trata de um método mais fácil de ensinar, pois se trata apenas da transmissão de conteúdo curado e de apenas aguardar as dúvidas dos alunos. Muito pelo contrário! “É preciso planejar detalhadamente as oficinas para que estas funcionem a contento,  sem improvisos.”

E a avaliação do aprendizado também acontece de maneira diferente, sendo principalmente verificada através das discussões reflexivas que surgem durante as oficinas. “Nestes momentos, fica muito claro para nós professores, se os alunos estudaram o conteúdo e, principalmente, se houve o aprendizado ou não”, destaca o prof. Rodnil.

Quanto a possíveis resistências dos alunos ao método, o Prof. Rodnil coloca que isto é praticamente imperceptível. Salienta que há sim, algumas raras resistências ao uso de computadores para aprender, o que é uma grande surpresa, já que esta geração nasceu na era digital. Mas estes alunos logo se encantam pelas novas descobertas e pela própria curiosidade e interesse se ambientam as novas tecnologias de maneira natural.

 

Por: Simone Vianna

Publicado em: 21 de agosto de 2017

Categorias: Aprendizagem Ativa, Inovação
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