Indústria do futuro ou futuro da indústria???

Muito se tem falado em Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial, termo abrangente sobre a manufatura avançada e as tecnologias que auxiliam na troca de informações e no suporte do desenvolvimento de produtos por meio da inteligência artificial. Originada em 2013, em Hannover na Alemanha, tem causado impactos mundiais em relação ao mercado de trabalho e a recolocação dos trabalhadores, ao substituir a mão-de-obra humana por máquinas e robôs.

Mas o que é a Indústria 4.0?

É um conceito de indústria proposto para a realidade atual e que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de manufatura. Sendo bastante recente, a Indústria 4.0 encontra apoio em pilares como a descentralização dos sistemas de empresas, sem necessidade de intervenção humana, o oferecimento de serviços por meio de computação em nuvem, além de uma produção rápida e flexível, para seu funcionamento.

O avanço exponencial ditado por essa revolução, só foi possível com o advento de tecnologias que acompanham este conceito, ou seja, a partir do desenvolvimento de Sistemas Cyber-Físicos, Internet das Coisas e Internet dos Serviços, onde os processos de produção tendem a se tornar cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis.

E quais serão os benefícios desta Revolução?

  • Redução de Custos
  • Economia de Energia
  • Aumento da Segurança
  • Conservação Ambiental
  • Redução de Erros
  • Fim do Desperdício
  • Transparência nos Negócios
  • Aumento da Qualidade de Vida
  • Personalização e Escala sem Precedentes

Quais seus impactos?

Diversas consultorias têm estimado os impactos que o avanço da digitalização da economia poderá ter sobre a competitividade do País.

Segundo o consultor de carreira, Emerson Weslei Dias, apesar de causar influências mundiais, os efeitos da Quarta Revolução Industrial ainda não foram sentidos intensamente no Brasil devido ao seu atraso na inserção de novas tecnologias físicas e digitais no mercado de trabalho.

“Na prática o que vemos no Brasil é uma distorção. A indústria não teve uma modernização ou fez investimentos, ainda possui maquinários e processos muito defasados. O País ainda não sofreu os impactos da manufatura avançada, mas de fato, irá”.

O especialista também destacou a dificuldade de alocação de profissionais no mercado de trabalho, sendo o setor de serviços, a agricultura e principalmente a indústria, as áreas mais afetadas. Devido a isso, empresas de diversos portes tem diminuído suas equipes, recorrendo a tecnologia para a execução das funções antes feitas pelos mesmos.

Com isso, a reinserção no mercado de trabalho também se torna um grande desafio, principalmente para os profissionais que perderam seus respectivos trabalhos para máquinas e serviços tecnológicos de alta eficiência.

Para Emerson , é importante que os trabalhadores busquem adequar seus conhecimentos a outras áreas, e caso isso não seja possível, procurem recorrer a uma nova qualificação por meio de cursos e treinamentos.

“Das revoluções que já ocorreram, a Indústria 4.0 foi a mais rápida e por isso a reinserção no mercado é algo fundamental. Existem muitos cursos e informações gratuitas que podem ajudar o trabalhador a expandir seu currículo. O que não pode acontecer é insistir por muito tempo em uma profissão que possivelmente possa sumir do mercado. Nesses casos, a migração e alocação de competências para outros âmbitos é uma opção viável”.

Perfil do “Novo Profissional” para a Indústria 4.0

O Institute for the Future, organização não governamental que estuda tendências em inovação, listou as características que serão indispensáveis aos profissionais da era da digitalização:

  • Senso-crítico
  • Utilização de novas mídias
  • Inteligência social
  • Flexibilidade
  • Capacidade de abstração
  • Interdisciplinaridade
  • Competência cross-cultural
  • Colaboração a distância
  • Priorização

É importante observar que o Centro Universitário ENIAC está atento a essas mudanças, adaptando suas grades curriculares e conteúdos as novas tendências e gerando as competências necessárias para uma rápida inserção no  mercado em constante evolução.

Por Renato Brito

Ana Bondioli

Por: Ana Bondioli

Publicado em: 3 de Maio de 2018

Categorias: Empregabilidade, Inovação, Mês do Trabalho
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