Se conhecer para aprender.

 

Essa coisa chamada vida acadêmica é um negócio engraçado, é por esta via que temos nosso primeiro contato com algo que parece a sociedade. Vivemos a primeira parte de nossas vidas sentados e adquirindo informações que até então parecem perdidas e sem nexo, onde muitas vezes as questões que realmente nos consomem terminam por serem as únicas a não serem respondidas. De onde viemos? Para onde vamos? Qual o nosso propósito? Isso realmente é importante para quando eu realmente entrar em sociedade?

A boa notícia é que não estamos sós, a má notícia é que boa parte destas perguntas jamais serão respondidas por ninguém a não ser nós mesmos. Até porque, no final das contas, novos ou velhos, estamos sempre aprendendo a viver, buscando se encaixar, se sentir bem, confortável, consciente. Passamos uma vida numa jornada compulsória ao autoconhecimento, onde ninguém realmente nos fala qual é o caminho para este. Talvez porque ninguém o tenha encontrado, talvez porque cada um tenha seu caminho. O fato é que eu mesmo vira e mexe me sinto desnorteado (assim como percebo algumas pessoas ao meu redor) pelo simples fato de não conhecer as regras do jogo chamado de vida.  

Um dos caminhos que tem me auxiliado a entender melhor em que pé estamos é o conhecimento de como essa máquina chamada corpo humano funciona, uma vez que estamos atrelados a uma até o dia de nossa morte. Cada parte de seu funcionamento me parece em si um milagre, e merece cada foco de atenção em seu entendimento, mas penso que uma parte que não devemos deixar passar, e geralmente percebo que deixamos,  sem ter ao menos uma noção de seu funcionamento é o nosso cérebro. Parte fundamental do funcionamento da maneira como enxergamos e interpretamos o mundo ao nosso redor.

Nosso cérebro tem um poder de processamento superior a dez mil computadores de última geração acoplados, percebe e armazena tudo que passa por nós através de nossos sentidos, controla o funcionamento do resto de nosso corpo mesmo que não percebamos. Saber até que ponto temos real controle de seu funcionamento pode vir a ser interessante, conhecer nossas limitações enquanto humanos é um grande passo para o auto entendimento. Exercícios mentais auxiliam a controlar melhor a memória e a consciência. Coisas como tentar se lembrar de tudo o que fizemos durante o dia antes de dormir, ou mesmo tentar lembrar de tudo o que está dentro da mochila ou estojo sem olhar antes

Percebemos o mundo ao nosso redor através de nosso sentidos. São nossos sentidos que despertam as tentativas de interpretação dos nossos arredores. Não temos lembranças ou sentimentos que não sejam desvinculados de nossos sentidos. Aprender a usar os sentidos como alarme da mente ou a mente como alarme do corpo é interessante, apesar de penoso. Como nossos sentidos definem aquilo que percebemos do mundo, aprender algo está vinculado à mistura de sentimento e interpretação daquilo que é sentido. Quanto mais sentidos forem utilizados (separadamente claro, um de cada vez) na tentativa de aprendizado, maior será a área do cérebro utilizada e consequentemente maior será a apropriação do conhecimento proposto.

 

Bom, penso que por hoje basta. Nos vemos por aí. Que a força esteja com você.

 

Prof. Rafael Lutero

 

 

Por: Caique Oliveira

Publicado em: 21 de agosto de 2017

Categorias: Colégio, Ensino Médio, Faculdade, Técnico
Tags: , , , , , .