Você sabe usar o fator Felicidade?

Vou contar sobre algo que mudou minha vida: O “fator felicidade”. Eu sempre fui uma criança e um adolescente que gostava de estudar e de aprender coisas novas, mesmo nas épocas em que eu era mais rebelde e não aceitava muita responsabilidade, mas quando decidi que prestaria vestibular para ingressar na USP eu passei a levar os estudos de uma maneira séria. Muito séria. 

No início eu era uma máquina de estudar. Já fiquei 16 horas estudando com uns 3  intervalos de trinta minutos apenas para comer. Fiquei nesse ritmo por uns 4 meses e fui ficando cada vez mais estressado, cansado, irritado e percebia que cada vez eu aprendia menos. Meu rendimento tinha caído e eu me sentia culpado e até pensava que estava estudando pouco. Até brincava com a minha namorada que “enquanto eu dormia havia um japonês estudando e entrando na USP na minha frente”. Loucura. Fiz isso até ficar doente com uma crise de gastrite que me deixou na cama e sem comer coisas sólidas por 2 semanas. Foi aí que eu decidi desacelerar o ritmo.  Fui para um lado totalmente oposto. Eu ia nas aulas do cursinho e estudava umas 2h por dia, sem me preocupar com rendimento. Algumas vezes nem estudava e nem ia para a aula. Eu falava que “agora eu tinha decidido que iria ser feliz”. Vivia priorizando as coisas que eu gostava: Sair com os amigos e a namorada, assistir filmes, jogar vídeo game e jogar futebol americano.  O único problema é que, em um piscar de olhos, eu estava fazendo a prova da FUVEST em um dia chuvoso e com temperatura agradável e eu estava suando igual um maratonista no final de prova. Motivo: nervoso por “não ter estudado direito”.  

PASSEI PARA A SEGUNDA FASE! Mesmo não me dedicando muito eu consegui fazer 15 pontos a mais do que precisava para ir para  segunda fase e me veio um certo alívio, mas voltei para a primeira filosofia de estudo. Estudei na noite de natal até 22h30, na virada do ano e etc. A prova da segunda fase chegou e…adivinha? Não passei. Estava despreparado, cansado, estressado…tudo outra vez. Sai da prova sabendo que não passaria.

2º ano de cursinho e eu já conhecia os professores, sabia todas as piadinhas das aulas e ir para a aula virou uma tarefa de como lutar contra o sono. Estava estudando bastante no começo (outra vez) até que escutei um monitor falando com uma garota sobre um tal de “fator felicidade” e como ele funcionava e podia te ajudar a ir melhor no vestibular e na faculdade. Eu pensei: “Eu preciso saber disso”. Depois de escutar a conversa e ver o quão simples e até mesmo idiota aquilo parecia ser eu resolvi tentar aplicar na minha vida.
O fator felicidade funciona assim: Se você não o usa seu desempenho é ruim e você fica cansado, bitolado e não consegue progredir. Se você o usa demais o seu desempenho é ruim, você se sente culpado e até mesmo incapaz.
Fui aplicando isso ao longo do ano e…PASSEEEEEEEEEEEEEEEEEI!!! Foi o que eu gritei quando li “Você foi convocado para a 1ª chamada na carreira que escolheu” no site da FUVEST.

A moral da história é: Eu só consegui atingir um objetivo sabendo usar o fator felicidade. Eu consegui encontrar um equilíbrio entre ser um jovem responsável que busca entrar em uma das maiores universidade da América latina e ser um jovem que se diverte com os amigos e chega tarde em casa. A partir de então eu sempre tento usar o fator felicidade ao meu favor e olha: Está dando certo. E hoje em dia o ENIAC me fornece uma gama muito grande de aprendizado, favorecendo ainda mais para minha experiencia acadêmica, vale a pena conhecer essa estrutura pois aqui tudo se torna 

 Prof. Vinicio Boscatto

Por: Caique Oliveira

Publicado em: 12 de setembro de 2017

Categorias: Colégio, Ensino Médio
Tags: , , , , .