Evolução Educacional – Novos Tempos, Novos Profissionais.


Dia desses me lembrei de uma entrevista da BBC Brasil com Viviane Senna, irmã de Ayrton Senna e presidenta do instituto que leva o nome do piloto. Na entrevista, Viviane fala do atual modelo da escola tradicional. Estamos ultrapassados. Ou mudamos radicalmente o modelo e a estrutura de educação ou a escola se transformará em mero depósito de crianças e adolescentes. O comentário de Viviane Senna, foi cirúrgico; exatamente o mesmo que eu venho falando há tempos:
“Se pudéssemos transportar um cirurgião do século 19 para um hospital de hoje, ele não teria ideia do que fazer. O mesmo vale para um operador da bolsa ou até para um piloto de avião do século passado. Não saberiam que botão apertar. Mas se o indivíduo transportado fosse um professor, encontraria na sala de aula deste século a mesma lousa, os mesmos alunos enfileirados. Saberia exatamente o que fazer. A escola parece impermeável às décadas de revolução científica e tecnológica que provocaram grandes mudanças em nosso dia a dia. Ficou parada no tempo, preparando os alunos para um mundo que não existe mais.”
 
Faz-se necessário nos adaptar ao perfil de crianças e adolescentes desse inicio de século XXI. Muitas vezes nós educadores caímos na tentação do saudosismo como o velho “No meu tempo era diferente”. Sim, muito diferente. As crianças eram diferentes, o mundo era diferente, as ferramentas eram diferentes. E claro que os modelos pedagógicos também eram diferentes. Com o advento da internet e a popularização de ferramentas como tablets e smartphones, a informação se tornou extremamente dinâmica. Os alunos chegam na escola municiados de muita informação. Então quer dizer que a função do professor está ultrapassada? Muito pelo contrário. Talvez seja até mais necessária. Importante destacar que informação não significa conhecimento. Cabe justamente ao professor organizar essa quantidade absurda de informações dos jovens e através da orientação, lapidá-las para então transformá-las em conhecimento.
 
 O professor do século XXI precisa estar muito mais preparado e atualizado para conseguir lidar com esse novo perfil de aluno. Não basta saber que a Revolução Francesa ocorreu em 1789, essa informação eles já viram na internet. É preciso desenvolver o assunto como os antecedentes, a conjuntura da Europa do período, o legado dessa revolução, de que forma nossa sociedade é influenciada por ela. Perceba que o modelo giz, lousa e saliva não é mais eficiente. Ferramentas como projetores, vídeos e imagens são fundamentais, não apenas para a fixação do conteúdo mas para encantar esses jovens e tornar as aulas menos enfadonhas e mais atraentes. A tecnologia deve ser encarada como uma aliada e resistir a essa realidade, não é apenas inócuo, mas criará uma barreira cada vez mais larga entre o conhecimento e os
alunos.
AISLAN FEITOSA
 

Por: Caique Oliveira

Publicado em: 9 de agosto de 2017

Categorias: Colégio, Fundamental II
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