O espírito pioneiro de Ruy Guérios, mantenedor do Eniac, faz com que a instituição nunca estacione em termos de inovação e crescimento. Esse senso de constante mudança trouxe ao diretor do Eniac a ideia de incluir o caratê na grade curricular, ou seja, o esporte passou a ser uma disciplina como português, matemática, entre outros. O sensei Rogério Wong é responsável por ensinar os alunos do colégio.

Em uma área do colégio, chamada por Wong de Dojo (onde se pratica virtude) os alunos aprender sobre a arte marcial e fazem todos os exercícios necessários. Ao entrar no dojo todos os alunos tiram os sapatos, ficam de joelhos, o que na cultura oriental significa humildade e respeito, explica o sensei.
Mais do que o exercício físico e a técnica, os alunos aprendem a serem disciplinados, a melhorar suas atitudes e gestos, tudo para uma mudança positiva. Wong explica que tudo que é ensinado do caratê se converge em hábitos de virtudes e boas maneiras. Exemplos simples podem ser observados como quando é necessário tirar os sapatos para fazer a aula, até os pequenos, aprendem a deixá-los alinhados e organizados e não jogados ou espalhados pela sala.
Para toda mudança existe uma reunião de pais, para que os detalhes sejam esclarecidos e os pais tenham mais participação na vida escolar de seus filhos. Quando o caratê foi implementado, uma reunião foi solicitada e os pais, de uma forma geral, os pais foram impactados com o receio de que a prática do esporte estimulasse a violência. A insegurança se devia ao fato de não conhecerem muito do esporte e principalmente de seus princípios e regras comportamentais.
Hoje a situação se inverteu completamente, porque todos os pais apóiam a iniciativa e muitos declaram que viram os resultados por parte dos filhos principalmente em relação à obediência e ao cumprimento das tarefas em casa. “Nós do Eniac mostramos aos pais a ‘outra face da moeda’ na arte marcial”, explica Wong.
A disciplina, como qualquer outra, tem critérios de avaliação e recebe nota, que a baseada no aproveitamento do aluno, como acontece na Educação Física. Além de ter que passar de ano, a maioria dos alunos pratica porque adquiriu gosto pelo caratê, muitos deles dão indícios durante as aulas que tem aptidão. Esse é o caso do pequeno Carlos Miguel Guinter Neto de 8 anos, que durante a aula mostra compenetração O menino ouve todas as orientações do sensei e se destaca com sua postura e disciplina, além de imitar com perfeição a sequência de movimentos propostos por Wong.
O sensei explica que o caratê tem alguns princípios básicos que sempre são repetidos pelos alunos antes do início e ao final das aulas, são eles responsabilidades, respeito, sociabilidade, justiça, paciência, humildade e amor no coração. “Mais do que um campeão no caratê, queremos fazer desses alunos campeões da vida”, diz Wong.

Por: Eniac

Publicado em: 13 de julho de 2010

Categorias: Colégio.